1.23 Nota sobre insônia [Deutero]
Nunca fui muito fã de lidar com as minhas insônias provenientes do consumo excessivo - eu confesso - de café. Nunca soube, realmente, como tornar esse ócio algo útil, de alguma produção criativa ou algo assim.
E tcharãnnn ...
(Eu pensei em chamar de passe de mágica, mas seria um desprezo com a crença que eu tenho no destino)
Você então me vêm à cabeça, me causa uma saudade tremenda das últimas tardes que passamos juntos, ainda mais quando me toco que seu cheiro ainda está no meu travesseiro. Respiro fundo. Lembro de como tudo começou: uma conversa despretensiosa numa festa, eu ficando cada vez mais besta olhando seu sorriso, umas provocadas aqui e alí; muita companhia e muita conversa sobre a vida, antes mesmo de darmos nosso primeiro beijo. Aliás, antes de tudo começar também é contexto importante para a compreensão do presente. Puxo na minha memória alguns números importantes na nossa trajetória: 2, 22, 23, 25 e 27. Brinco com suas ordens e penso em jogar no bicho, na mega-sena, talvez.
Respiro fundo novamente e penso no quanto a gente dá certo. Seja um com o outro, seja a família de um com o outro, seja com nossos cachorros, seja com seus gostos peculiares de filmes - que eu tô aprendendo a assistir. Penso na gente daqui um tempo. Daqui uns anos mesmo... Respira... Continuando... De aliança no dedo mesmo, sem ter que negar nada pra ninguém. Te acordando mais vezes com um "bom dia meu amor" no pé do ouvido, fazendo com que seu sorriso venha junto ao despertar. Te busco um café e uma garrafa de água, porque você geralmente acorda com sede. A gente levanta, come, deita de novo.
Penso até mais longe: umas duas crianças e um monte de cachorro, uma casa enorme, um jardim bem grande, cheiro de café vindo da cozinha... Tô viajando demais, talvez? Espero que não.
Obrigado por proporcionar o grande romance que eu sempre sonhei na minha vida!
Eu te amo demais!!
E já que você só vai ler isso de manhã:
bom dia, minha linda, dormiu bem? ❤️
-Deutero
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