Minha cabeça #3 [Deutero]

          Pela terceira vez consecutiva, noto que escrever sobre aquele meu diário me dá um aval pra escrever aqui, sobre essa viagem sem rumo, sem destino e sem volta que é a minha cabeça. Mas isso realmente faz sentido, levando em conta que lá preciso depositar o café já coado, e daqui vem a borra do café, a água quente e tudo mais. Desse meu pessoal momento que surgem os termos que tento usar pra descrever os seus olhares, os seus sorrisos, os seus abraços, os seus carinhos, e tudo mais. E falhamente eu vejo que não consigo representar em palavras o que realmente essas coisas significam pra mim.

          A verdade é que o sentimento é uma arma metódica de nos tirar o que melhor podemos ser, afinal, nunca nos sentimos realmente satisfeitos, e sempre buscamos tirar um sorriso a mais, deixar sem graça mais uma vez antes de ir embora e assim por diante... Entretanto, isso tudo nos mostra o quanto estamos suscetíveis à mudanças e alterações que já julgávamos estarem enraizadas em nós. Deixando egoísmos e comodismos à parte, eu tenho que assumir que gosto de me sentir assim, e farei tudo que estiver ao meu alcance - e além - para me manter dessa forma.

-Deutero

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